Século XX

O século nomeado o Breve Século XX, que vão dês da eclosão da Primeira Guerra Mundial ao colapso da URSS. Sendo caracterizado pela guerras, disputas entre ideologias politicas, também de um grande crescimento econômico e transformações sociais tão profundas quanto irreversíveis.

Esse século foi dividido em três partes. A primeira uma Era de Catástrofes aonde se caracterizou as guerras, tanto a Primeira (1914-18) quanto a Segunda (1939-1945) Guerra Mundial, sendo 40 anos de catástrofes com revoluções globais que levaram a criação de um novo sistema de governo, o fascismo, que é contra o capitalismo. Esse novo modelo politico e econômico levou a uma crise econômica mundial dos países capitalistas. Ate mesmo os EUA, estavam perto do colapso (Crise de 1929). Mas a democracia só se salvo devido a aliança temporária entre o capitalismo e o comunismo, dois modelos políticos que ocupavam posições de antagonismo inconciliável. Isso acarretou a vitória comunista da União Soviética, instalada após a revolucao de Outubro ou Bolchevique (1917) e a Guerra Civil (1918-1922) com a criação da URSS, sobre o fascismo alemão de Adolf Hitler. Já que foi o desafio do fascismo que fez da URSS o instrumento indispensável para a derrota de Hitler. Com isso a URSS tinha uma economia que por um breve instante pareceu ser capaz de sobrepujar sistema econômico capitalista.

A Era de Ouro (1947-1973) que foi depois das catástrofes onde o comunismo crescia como adversário do capitalismo. Foi uma época de crescimento absurdo, que após a Segunda Guerra Mundial, os países capitalistas sairiam com uma transformação econômica, social e cultural com consequências fundamentais, profundas, irreversíveis em um curto período de tempo. Diante desse quadro podemos ver que existe uma disputa entre o capitalismo (EUA) e o socialismo (URSS), essa disputa é a Guerra Fria. Que tem como consequência, maior do que apenas essa disputa, a aceleração da modernização de países agrários atrasados. Essa “guerra” levou com o passar dos anos ao declínio do socialismo, embora muitos acreditavam que o socialismo poderia ultrapassar o modo de produção capitalista. A principal consequência dessa era foi a criação de uma economia mundial única e operanda sobre as fronteiras dos Estados.

O colapso do socialismo teve consequências enormes para todo o mundo, colapso que ocorreu durante a Década da Crise, que levou a uma crise global, já que a economias estão entrelaçadas agora. Acreditava-se que o problema era devido ao Grande Salto da economia mundial durante a Era de Ouro, que agora chegava a uma desaceleração da economia. Porem os problemas não eram resolvidos e nem o capitalismo e nem o socialismo encontravam soluções, mas o socialismo esta pior e ia rumo ao colapso. Tendo o fim do Breve Século XX.

As consequências dessa resseção deixaram cada vez mais evidente a crise mundial econômica e politica, que prejudicava as relações internacionais, criticava o modelo politico dos países capitalistas e apareciam movimentos separatistas. E além da crise econômica também havia a crise social e moral, que procurava uma sociedade mais igualitária, mas não necessariamente o comunismo.

Quando comparamos o começo com o fim do século XX percebemos o quanto a sociedade mudou. As principais mudanças foram no campo politico e econômico. Onde o mundo deixou de ser eurocêntrico e passou a ter um novo eixo econômico, os EUA. Outra mudança muito significativa, que fez com que a economia passasse a ser mais globalizada, ou seja, uma unidade operacional única que deu espaço as transnacionais. Um das mudanças que não foi nesse campo, foi a mudança nas relações sociais humanas, principalmente entre as gerações. Os indivíduos passaram a ser egocêntrico, pensando apenas na própria satisfação, ao que foi determinado pela teoria do capitalismo.

Portanto o Breve Século XX, teve um papel muito importante para o desenvolvimento do capitalismo. E Marx estava certo ao dizer que o capitalismo era uma força revolucionadora permanente e continua, que alterou os valores e relações sociais, econômicas e politicas.

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Darwinismo Social

A tentativa de se aplicar o darwinismo nas sociedades humanas. O termo foi popularizado em 1944 pelo historiador americano Richard Hofstadter. A partir dele foram iniciados vários tipos de preconceitos, dentre eles social, racial e cultural.

O darwinismo social tem origem na teoria da seleção natural de Charles Darwin, que explica a diversidade de espécies de seres vivos através do processo evolução. O sucesso da teoria da evolução motivou o surgimento de correntes nas ciências sociais baseadas na tese da sobrevivência do mais adaptado. De acordo com esse pensamento, existiriam características biológicas e sociais que determinariam que uma pessoa é superior à outra e que as pessoas que se enquadrassem nesses critérios seriam as mais aptas.

Nas últimas décadas do século XIX, em nosso país, muitos intelectuais e pensadores, tais como Nina Rodrigues e Sílvio Romero, acabaram por adotar a tese da existência de uma raça superior. Defendiam o branqueamento da população como uma forma de superar a mistura de “cores” que caracteriza o povo brasileiro. A aplicação prática dessa concepção se traduziu no incentivo à imigração maciça de trabalhadores europeus (italianos, alemães, espanhóis, poloneses, ucranianos), que, ao longo do tempo, branqueariam a sociedade do país. Mais tarde, já no século XX, esse pensamento perdeu força e a mistura de raças passou a ser vista como algo benéfico.

Darwinismo Social Hoje

Darwinismo Social Hoje

O trabalho abrange as formas de preconceiuto, racismo, etnocentrismo no Brasil e no mundo.

Que fica evidenciado nas imagens a seguir:

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Darwinismo Social

Amanda, Anna Carolina, Clara, Daniela, Marina e Vanessa.

 


Trabalho de História e Sociologia

Aplicações do conceito de Darwinismo Social e do Evolucionismo na sociedade do século XXI: A hegemonia da boneca Barbie

Durante os últimos dois bimestres, estivemos aprendendo sobre a época das revoluções burguesas liberais e o crescimento do contingente industrial, acarretando no desenvolvimento do capitalismo e na procura cada vez maior das potências pelos três emes: mão-de-obra barata, matéria-prima abundante e mercado consumidor.

Sendo assim, as potências européias iniciaram ações que foram denominadas de Neocolonialismo, com a exploração dos continentes africano e asiático, porém com novos objetivos e novas justificativas para seus atos.

Nessa mesma época (final do século XIX e começo do XX) o cientista e biólogo Charles Darwin conclui seu trabalho sobre a Teoria da Evolução das Espécies, onde apresentava novos conceitos que justificavam a existência da variedade de plantas e animais em nosso planeta.

No entanto, as potências européias (Alemanha, Inglaterra, França) adotaram as idéias de Darwin e as aplicaram na nossa sociedade, nascendo assim o conceito ideológico do Darwinismo Social.

Com o Darwinismo social, foi possível justificar a atuação das grandes potências nos continentes africano e asiático, levando em consideração sua situação superior em relação aos povos neocolinizados. Dessa forma, os capitalistas, industriais e caucasianos seriam biologicamente superiores aos negros e orientais que viviam em uma sociedade ainda sem o avanço industrial.

Esse pensamento contribuiu ainda mais para o desenvolvimento do racismo e do preconceito. Ainda alvo de muitas pesquisas, essa ideologia continua presente na nossa sociedade, tanto de forma implícita quanto explicita. Logo, temos como nosso objetivo, provar que a mentalidade ultrapassada do Darwinismo social e do Eurocentrismo ainda fazem parte da nossa realidade, analisando segmentos de nossa sociedade.

Um dos exemplos de Darwinismo Social é a indústria da boneca Barbie, que foi criada em 1959 como a primeira boneca a ter formas adultas desenvolvida para crianças, pois, até o momento, só existiam as tradicionais bonecas estilo bebê.

 Até os anos 80, a Barbie permaneceu sendo apenas magra, loura, branca, ou seja, americana, até que lançaram o modelo de Barbie negra, mesmo assim sendo rara na época.

 Mesmo com a mudança de gerações, a Barbie negra continua sendo a “isolada” nas lojas de brinquedo, pois quase não a encontramos, e quando achamos, é vendida por preços menores que uma Barbie loira, considerada tradicional. Infelizmente esse enfoque ainda é muito pequeno, pois não vemos propagandas com a Barbie negra, e a preferência das crianças continua sendo por uma Barbie branca e loira. O resultado desses fatos é a formação de um exército de pessoas preconceituosas, pois desde crianças vivenciam a inferioridade de afro-descendentes em seus brinquedos.

 Além de toda a polêmica em relação à representação racial das bonecas Barbie, há em si toda a ideologia de um estereótipo de perfeição física e do papel das mulheres na sociedade. As bonecas são um meio de identificação com a vontade da criança de virar adulta, e tornar-se magra e perfeita.

Podemos concluir que essa abstenção de bonecas que não sejam caucasianas ocorre devido ao desenvolvimento de um preconceito étnico presente desde o começo da participação da população infantil na sociedade. Infelizmente, ainda encontramos muitos brinquedos, e até mesmo filmes, onde o herói é branco e o vilão (algumas vezes) é negro.

 


Darwinismo Social

O esterótipo do homem branco, liberal e cristão como o “bom moço que trará a evolução”, foi muito usado na segunda metade do século XIX como desculpa para expansão do capitalismo. Os europeus precisavam aumentar seu mercado e praticar o imperialismo em outros continentes; e claro que a nova teoria de Charles Darwin sobre a Evolução das Espécies explicaria todo o processo de exploração sobre as outras terras e pessoas.

Os europeus colocavam os africanos, asiáticos e seres humanos com diferentes características físicas, como sendo inferiores – apenas por parecerem diferentes.  Faziam o uso da teoria de Darwin para dizer que um povoado é diferente e menos evoluído, necessitando assim de um processo civilizatório, o qual o homem branco deveria fornecer a eles e que “enbranqueceria” sua espécie. Essa diferenciação entre culturas e, principalmente, sobre a cor da pele gerou consequencias observadas ao longo da história, até hoje.

Atualmente

As marcas do evolucionismo europeu são aparentes até nos dias de hoje. Consequencias como o racismo são evidentes.

Hoje o racismo por mais que seja de certa forma menor, continua presente em nossa sociedade, tanto no Brasil quanto em diversos outros países, como Estados Unidos e França. O racismo está “mascarado” entre revistas, televisão e claro, a internet (ainda mais que pode se fazer um uso anônimo ou falso de um usuário em diversas redes sociais).

O primeiro crime virtual de racismo no Brasil ocorreu em meados do ano de 1997 na cidade de Juiz de Fora (MG) em que os computadores de uma universidade foram utilizados para a divulgação de várias mensagens preconceituosas contra negros e homossexuais em uma lista de discussão sobre sexualidade instalada na Unicamp. O episódio que, por vários dias, ocupou as manchetes dos jornais do país ficou conhecido como o caso rancora.

Conclusão

O uso do Darwinismo social pelos europeus gerou muito mais do que a dominação dos povos, fez com que crescesse uma ideia de que o homem branco é melhor, bom e honesto; enquanto a imagem de negros,ou qualquer outro tipo de etnia, como asiáticos, mexicanos e indígenas estão diretamente ligados ao crime, violência e inferioridade social. Tal ideia, é apresentada em um teste com crianças americanas negras e com duas bonecas, uma negra e uma branca, demonstrando que a sociedade já cresce com tal ideal, que vem se arrastando de forma negativa desde o século XIX.


Questões de vestibular

Como o simulado do colégio Universitas está se aproximando, abaixo segue algumas questões de vestibular (com a resolução) sobre 1ª Guerra Mundial que pode ajudar na hora de estudar.Aproveitem.

1.(UFRN) Em 1914, a crise balcânica atingiu um momento de grande tensão, quando a Áustria e a Sérvia entraram em atrito devido ao (à):

a) patrocínio da independência da Albânia pela Áustria, privando a Sérvia de uma saída para o mar;

b) anexação da Bósnia e Herzegovina pela Áustria;

c) tentativa da Áustria de anexar a Sérvia;

d) tentativa da Rússia de anexar a Sérvia;

e) n.d.a.

RESPOSTA: B

2.(OSEC) Um dos fatores da I Grande Guerra foi a rivalidade industrial entre a Alemanha e a Inglaterra, porque:

a) os ingleses temiam a penetração alemã em suas colônias, como se estava verificando na Austrália;

b) os alemães receavam o poderio econômico inglês, acreditando na eliminação da rivalidade por meio de uma

guerra;

c) os alemães haviam obtido o controle comercial sobre o Império Otomano;

d) a Alemanha vinha dominando grande parte dos mercados de consumo até então pertencentes à Inglaterra;

e) n.d.a.

RESPOSTA: D

3.(USP) O assassinato do herdeiro do Império Austro-Húngaro em Sarajevo veio complicar a situação européia e ocasionou a eclosão da I Guerra Mundial. O personagem em questão era:

a) o Kaiser Guilherme

b) Francisco Fernando

c) Lloyd George

d) Nicolau Romanov

e) n.d.a.

 RESPOSTA:  B

4.Qual dos países abaixo NÃO esta alinhado com as chamadas “Potências Centrais” durante a I Grande Guerra?

a) Turquia

b) Bulgária

c) Sérvia

d) Alemanha

e) Áustria-Hungria

RESPOSTA: C

 5.(PUC) O fim da I Guerra Mundial trouxe, entre outras conseqüências:

a) a unificação política do Oriente Médio, sob a liderança do Egito;

b) o aparecimento de numerosos novos Estados, em virtude da desintegração dos Impérios Otomano, Austro-

Húngaro e Russo;

c) a ampliação do território alemão, em detrimento com a Polônia;

d) a simplificação do mapa político da Eurásia pelo desaparecimento de numerosos pequenos Estados;

e) a dominação da Alemanha pelas forças de ocupação aliadas.

RESPOSTA: B