Lixo Extraordinário

 O documentário começa com a ideia de um renomado artista plástico, Vik Muniz (brasileiro), que pretende fazer arte com o lixo e nada melhor que voltar a sua terra natal, onde há o maior “aterro sanitário” do mundo, localizado no estado do Rio de Janeiro, para desenvolver seu trabalho. Ao chegar, ele é surpreendido pelo número de pessoas que lá trabalham e como elas acabam lidando com essa triste realidade. A pobreza no Brasil é facilmente encontrada e, muitas pessoas são obrigadas a viver em situações extremas e se exporem a seleção de lixo reciclável – um trabalho que poderia ser poupado apenas com a separação correta do lixo em todas as residências.

 Por falta de oportunidade no mercado, castigadas pelo sistema capitalista, essas pessoas precisam se sustentar, sustentar suas famílias, sobreviver nessa “organização imposta” no mundo. A opção que acaba sendo mais “sensata” é trabalhar num lixão coletando plástico, por exemplo, que é vendido em media a 0,50 R$ por quilo. A consolidação do capitalismo gerou muita desigualdade social, “poucos com muito e muitos com pouco” seria a frase perfeita para descrever uma das principais consequências do sistema.

  Mas um dos pontos pertinentes do documentário é como esses coletores lidam com seu trabalho. Elas parecem felizes, de bom humor, mas no fundo não veem a hora de saírem de lá e encontrarem um trabalho um pouco mais bem remunerado, onde se desgastam menos e onde tenham mais segurança. São pessoas com cultura, que tem uma historia detalhada de vida para contar, aprenderam bastante por causa da maneira que vivem. Um dos trabalhadores montou uma biblioteca só com os livros achados no lixo. Outro criou uma espécie de Sindicato dos Catadores para reivindicar mais direitos. Todos valorizam a importância da seleção do lixo na própria residência – o que a maioria da população brasileira não pratica, por falta de informação, cultura e educação.

 Após algum tempo de convivência com os catadores, o artista Vik, envolve-se com eles. São as pessoas que ele retrata em sua arte, feita com objetos coletados no lixão. Uma dessas artes é vendida em um leilão internacional e todo o dinheiro é doado aos trabalhadores do lixão. Seria ironia? Vitimas do sistema, sendo ajudados pelo próprio (de uma forma indireta, é claro).uma das obras de Vik Muniz

   O sistema não é tão complicado (ou é?), o capitalismo foi imposto, um mundo aonde o consumismo tomou proporções avassaladoras. As poucas pessoas que tem boas condições financeiras vivem do bom e do melhor onde tem acesso a diversos produtos, consomem excessivamente desde produtos alimentícios até os aparelhos mais modernos. Mas ninguém se recorda que por trás do lixo, existe um mundo paralelo aonde os catadores vivem dos “restos” para seu sustento, com um salário miserável e muitas vezes sem direitos sociais e trabalhistas.

   Portanto, o sistema é ótimo até o ponto em que o que está por trás da máscara não é visto.

TRAILER OFICIAL: 

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Beatriz Monteiro, Guilherme Carvalho, Guilherme Goes, Joanna Lombardi, Kauê Ortega e Otávio Pereira Ver todos os artigos de Grupo 5

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